sábado, 28 de novembro de 2009

- Limite.

Acreditou que pudesse definir tudo, dentro e fora dele, baseou-se em suas experiências, na sua capacidade de distinguir coisas, pessoas e sentimentos.
Tolice.
Guardou coisas dentro de si, como pertences guardados numa gaveta que nunca é aberta. Até que a necessidade o force a ir lá encontrar o que não estava procurando.
Por vezes o que não estamos procurando é o que nos é essencial.
Abriu a gaveta, fitou os pertences e lembrou de como eles já haviam sido importantes e a maneira vã como ele tentou tirar-lhes a relevância.
Alimentou sua hipocrisia de tal maneira que ela poderia o engolir dado seu tamanho e sua força.
Tolice.
Fechou a gaveta e olhou a estante, viu que não se desfez dos livros antigos que estavam há decadas lá, por acreditar que poderiam ser úteis, ainda que não pra ele.
Por vezes é difícil se desprender de algo que soa como necessário, ainda que não pra nós.
Acreditou que pudesse definir tudo, dentro e fora dele, mas percebeu com fatos que suas experiências e sua capacidade de distinguir coisas, pessoas e sentimentos era limitada.

por Ana Brazil.



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